domingo, 2 de novembro de 2014

Que mãe sou eu (nós)?

Não sei se todas as mães do mundo têm esta dúvida, eu tenho! Já tinha antes de ter tido a S. mas agora cada dia que passa tenho mais: "Que mãe sou eu?" "Sou má mãe?" "Faço o correcto?"

Dúvidas e mais dúvidas a toda a hora, sonhos e às vezes até pesadelos acreditam? Também  aconteceu com vocês?

A S. desde que nasceu foi uma criança fácil de se lidar, sempre dormiu as noites todas, comia de tudo era (é) alegre a toda a hora, com isto colocado desta maneira podem perceber que até aqui o caminho foi fácil...

Mas agora... sim agora com dois anos e meio o desafio é outro!
Lembro-me da consulta da pediatra tinha ela um ano, tudo excelente uma conversa agradável como sempre são sempre que vamos lá e remata desta forma "têm aqui um grande desafio educativo!", claro que nos rimos achámos piada à frase mas guardámo-la bem , pois fazia algum sentido para nós.

E de facto é mesmo isso que a S. nos dá todos os dias um grande desafio educativo, é teimosa, persistente, faz birras a torto e a direito, é gozona, gosta de testar-nos a todos os minutos, mas é a coisa mais doce que nós temos!

Posto isto, com uma personalidade assim tenho que ser rígida com ela, mas nem sempre me sinto bem com isso, nem sempre consigo perceber se de facto faço bem, pois durante a semana ela vai para o colégio pelas 7h30 da manhã e só a vamos buscar por volta das 18h20 ou mais tarde se houver muito trânsito, ou seja já chegamos a casa por volta das 19h00 se passado 20 minutos já estou a ralhar com ela ou coloco-a a pensar, ou deixo fazer birra até se cansar e perceber que não está correcto pois quanto mais atenção lhe damos mais ela faz birra, significa que depois de tudo normalizar estou com ela 30 minutos no máximo porque às 21h00 ela está ko e quer dormir, e entre o dar banho fazer o jantar sentar para comer não tenho tempo para muito mais nem o pai! É assim com vocês também?

E é isto que me faz pensar que mãe sou eu?

É isto que me faz pensar que existe sempre um caminho traçado para nós e quando eu estive em casa este tempo que por vezes detestava pois pensava que não fazia nada em casa vi agora que afinal não foi assim, a oportunidade que tive de ficar em casa foi de facto extraordinária, pois estive um ano a acompanhar a S. a 100% mas acredito também que o inicio desta nova etapa profissional me vai trazer grandes alegrias e que este esforço enorme que todos estamos a fazer vai valer muito a pena e que fique eu ou não lá, esta experiência já está a ser enriquecedora e já tenho muitas coisas boas guardadas!

Tento fazer sempre o melhor para ela será mesmo o melhor?
Quando faz birra tento que se acalme e explique-me o que tem, quando não conseguimos deixamo-la até que perceba que não está correcto.
Quando mexe no que não deve ralhamos com ela dizemos para parar, e explicamos o porquê se é perigoso etc.
Quando faz um grande grande disparate fica a pensar sentada.
E por aí fora... 

Mas se não tenho tempo para ela, será que ela entende que fazemos isto para o seu bem?

Não sei... vou esperar e ver que frutos vou colher desta educação sem tempo, com limites e principalmente com muito muito amor!

 


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