segunda-feira, 7 de julho de 2014

O silêncio da noite

Oiço o silêncio da noite a chegar, vem de mansinho e não pede licença.

Nestas alturas recolhe-me aos meus pensamentos, ilustro na minha cabeça o meu dia, faço o balanço.

De há uns tempos para cá tenho feito sempre que posso (e tento que seja todos os dias) este recolher, este pensar.

Sabe-me bem, dá-me vida à alma e alegria ao coração, só assim tenho conseguido suportar estes dias, meses.

Ao fim de mais um dia o balanço é positivo, foi um dia bom, calmo, sereno.

Continuo a fazer as mesmas perguntas, continuo a tentar responder aos porquês da minha vida, da minha caminhada, não tenho conseguido.

Pergunto-me e questiono quem sou eu afinal? O que o futuro me reserva? Arrependo-me rapidamente destas perguntas todas, olho novamente para o balanço deste dia e arrependo-me outra vez, prometo mudar, mas sei que não vou conseguir, prometo tanta coisa...

Olho ao meu redor, olho para o Mundo, para meu país e não vejo nada, grito desesperadamente para que tudo mude, não vai mudar!

Aprendo lições de vida com estes pensamentos, sinto-me cada vez mais próxima mas também distante, sinto-me com forças mas também rapidamente as perco, tento sorrir outra vez, tento voltar atrás e ver o balanço e nisto... olho para a porta levanto-me e vou até ao quarto dela....

Sim sem dúvida tenho tudo o que preciso desta vida, a S. dorme serena na sua cama, está cada vez mais crescida, mais bonita, olho mais uma vez, toco nela, venho-me embora e acabo este texto dizendo:

Obrigada!


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