quarta-feira, 16 de abril de 2014

Duas etapas importantes

Passaram seis dias e eu sem escrever nem parece meu, mas a verdade é que estas últimas semanas não têm sido fáceis.

Mas falando em coisas boas parece que a Primavera está a vir com mais força, que bom já só penso em férias, praia, esplanadas, passeios, piqueniques e afins.

Estas férias a S. já está mais crescida e agora com quase dois anos está tão querida, e como crescida que está, vamos novamente tirar as fraldas, o verão passado ela só tinha 13 meses e não correu muito bem, mas desde então as idas ao bacio são constantes, o problema é que ela quando pede já fez.

O que significa que estas férias vão ser muitoooo divertidas e sujas.

Já andei a ler alguns artigos sobre o tema, e tenho a certeza que a partir de Maio vai ser um sucesso.

Mas com este tema vem outro ainda mais difícil a retirada da chucha definitivamente :( 

Está sim vai ser a parte mais complicada acho eu, mas ainda hoje fomos ao dentista não por ela claro, mas ele comentou logo, " mãe aos 2 anos é para tirar a chucha" ...

Por isso já sabem a partir de hoje quero dicas de mães avós tias e de quem quiser para estas duas fases.

Grande aventura que vai ser! 




quinta-feira, 10 de abril de 2014

PAI

Sei que o dia do Pai já passou...mas como para mim o dia do Pai é todos os dias, hoje decidi que o post seria dedicado ao Pai!

O que é ser Pai?

É amar, e amar e continuar amar !
É ensinar a dar beijinhos!
É ensinar a correr, andar de triciclo, a comer chocolate, a rir, a dizer os maiores disparates, a andar de escorrega, e tantas outras coisas.

Ser Pai é ser tudo aquilo que o meu Pai foi e é para mim... Será que um filho gosta mais do Pai do que da Mãe ou vice-versa? NÃO! O amor sentido é igual, sempre disse isto à minha mãe, e penso que ela sempre percebeu, mas para as meninas o Pai é um herói! Não sei se vou conseguir explicar bem, mas eu vejo no meu Pai aquela pessoa forte, que nada a derruba, que enfrenta tudo e todos, que ri e raramente chora, que tem sempre um disparate a dizer, que está sempre de acordo mesmo com a maior loucura, que guarda um segredo muito bem guardado, que nos defende sempre, é alto, forte, tem uma capa tal como os super heróis!  É assim que vejo o meu herói!

Eu considero-me uma menina do papá, e tenho uma filha que já é uma menina do papá assumidamente, se me sinto triste por isso? Nunca! Sinto-me feliz, a sério, sinto um maior orgulho em mim porque se já sabia e sentia que tinha feito a melhor escolha, agora sei que a melhor escolha para mim é melhor ainda para a S.
Tenho muito orgulho no Pai cá da casa por transmitir tanto amor e segurança á nossa menina, por conseguir em tão pouco tempo fazer transparecer aquilo que só um pai sabe fazer ser Herói!

Ainda sinto o cheiro do perfume do meu pai quando me levava ao colo da água do mar até à toalha só porque eu detesto areia nos pés.
Ainda me lembro dos ovos mexidos com açúcar.
Ainda me lembro das vezes que te chamei e tu vieste sempre ao meu alcance.

Tenho a sorte ainda de o ter ao pé de mim, mesmo que seja a uns kilómetros de distância, mesmo aí desse lado, tu consegues estar sempre ao pé de mim, tenho saudades? Muitas nem imaginas, mas compreendo que tenha que ser assim mas não concordo!

Ao longo da minha infância tive o privilégio de crescer na presença de muitas figuras paternas, que já partiram, cedo demais até, deixaram saudades, mas deixaram uma marca incrível dentro de mim e dos seus verdadeiros filhos.

Do meu Tio Gil teria coisas incríveis para vos contar, digo-vos que foi um grande senhor, uma pessoa de alma pura de grande fé, fazia versos como ninguém, e tantas outras coisas.

O Pai Carlos... deixou uma marca que jamais esquecerei, brincava connosco na rua, adorava o seu cão, fazia uns cigarros com uma máquina que era uma relíquia, e tantas, tantas outras coisas.

O meu avô bem o meu avô foi outro ser humano incrível, era uma paz dentro dele que não havia igual, não fazia mal a uma mosca, era conhecido pela vizinhança toda, semeava batatas com ele e adorava aquelas férias a fazer isso, comprava e preparava os pequenos almoços para a minha vó e para as netas, adorava a família, ria, dizia disparates, vejo no meu Pai a sua imagem são iguaizinhos!

Guardo cada recordação numa janela da minha alma, de cada um deles recordo o melhor, cada um deles dá-me força à sua maneira para que os meus dias sejam sempre melhores!

Com Saudade

Ps: O post do dia mãe vem mais perto da data, porque as mães são tudo isto e muito mais...







quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ser Educadora de Infância

Quando cresci estava decidida a tirar o meu curso, os meus pais tentaram de alguma forma explicar-me como funcionava a educação no nosso país, não liguei e segui a minha paixão.

Formei-me em Educação de Infância com muito orgulho, terminei o curso e arranjei emprego, ganhava mal muito mal, para alguém que tinha andado a estudar 4 anos, mas a verdade é que adorava o que fazia e como ainda não havia muitas responsabilidades dava para os gastos.

Entretanto os anos passaram e eu fui mudando sempre de emprego, na busca de encontrar o local perfeito, mas o que era perfeito para mim? Bem seria um colégio onde eu conseguisse trabalhar o resto da minha vida, onde valorizassem o meu trabalho, onde eu plantasse as minhas sementes e as visse crescer, porque é assim a nossa profissão, nós plantamos sementes e vemos as mesmas crescer.

E assim foi, finalmente consegui o tão desejado emprego ao fim de 5 anos de luta, mas atenção não tive nos locais perfeitos, sabem porquê? Porque descobri que não existem locais perfeitos, todos têm um se não e nós só damos valor ao que temos quando perdemos, o que posso dizer deste emprego tão desejado? Foram 3 anos muito bons, de muito muito trabalho, de muita formação de muita aprendizagem, mas tudo faz parte de uma carreira de sucesso, tive a melhor turma de sempre com uns pais espectaculares e umas colegas fantásticas!

Três anos que voaram, e no fim a crise veio dizer-me que iria ficar desempregada, quem diria?

Mas afinal o que faz uma Educadora de Infância?

Há quem olhe com desprezo, eu até percebo, afinal porque é que um simples cidadão vai valorizar se ninguém valoriza, o estado não quer saber, não há entidades que nos defendam, que regularizem tabelas e obriguem a pagar ordenados como deve ser a estas pessoas, a comunicação social fala muito dos professores, dos arquitectos dos engenheiros e eu respeito imenso estas classes mas e as Educadoras?

Será que alguém já olhou para o número de Educadoras que está desempregado e o número de alunos que saem todos os anos para o mercado de trabalho, será que alguém já se deu ao luxo de analisar o número de colégios, creches, jardins-de-infância que estão a encerrar portas ou mesmo a diminuir os postos de trabalho?

Não ninguém se lembra porque ser Educadora de Infância é apenas tomar conta de crianças para estas pessoas.
 
Mas é errado ser Educadora de Infância é muito mais que tomar conta aliás nenhuma Educadora de Infância toma conta de ninguém, uma Educadora é alguém que vai estar numa sala com 25 crianças que nunca as viu na vida, e vai conseguir arrancar um sorriso de cada uma delas, vai tranquilizar o pai e a mãe que saem da sala a chorar porque deixam o filho também a chorar, vai passado uma manhã a ler histórias, a ser bailarina, cantora, pintora, médica, arquitecta, engenheira, ligar aquele pai e aquela mãe e dizer que está tudo bem que o seu filho comeu bem e que apesar do choro esteve bem-disposto, sabem porquê? Porque apesar das 25 crianças dentro daquela sala a Educadora consegue ter um olhar atento a cada uma delas, e vai conseguir dar colo a todos, beijinhos e abraços, vai correr no recreio, vai dar almoços, vai ajudar a ir a casa de banho, vai ensinar a ler e a escrever, vai ensinar as cores, os números e sei lá mais o quê. E no fim do dia, vai dizer adeus com o maior sorriso de sempre e vai para casa dar aquele abraço e aquele beijo ao seu filho, vai arrumar a casa, vai voltar a ser uma série de coisas, vai fazer o jantar, e por fim vai descansar.
 
Se queriam saber o que era ser Educadora de Infância, não consigo descrever melhor.
 
É a melhor profissão que poderia ter escolhido, se vou continuar a ser educadora, não sei, acho que não, o mundo de trabalho nesta área está muito mau e o orçamento familiar tem que ser pago, e sinceramente estou cansada de 3 em 3 anos andar nesta situação angustiante, é como disse quando tirei o meu curso imaginei-me num local único e não a saltitar em busca de emprego, se tenho pena tenho muita, mas se acabar por aqui, levo comigo toda a minha experiência, e guardo recordações únicas.
 
Darei com toda a certeza o meu melhor na área que escolher, ficarei com saudades desta profissão e vou lutar para que ela seja mais valorizada.
 
 

 

A vida dá muitas voltas

A vida dá muitas voltas, esta era uma frase que os meus pais estavam sempre a dizer-nos, e nós claro miúdas que éramos raramente ligávamos, coisas de adultos pensávamos nós.
 
Mas a verdade é que eles tinham mesmo muita razão, a vida dá uma série de voltas...
 
Cresci feliz esta foi a maior preocupação dos meus pais e conseguiram, brinquei com a terra, semeei batatas, corri na rua livremente, ia ter com os vizinhos, brincava à macaca, ao berlinde, ao peão, ao bate pé, tantas coisas engraçadas e felizes que eu fazia, e que adorava que a minha filha fizesse mas... a vida dá voltas e até aqui neste ponto a vida deu voltas.
 
Agora as crianças aprendem o que é um iPhone, um computador, a televisão, sabem todos os desenhos animados e querem comprar cadernetas de cromos, tablet e mais algumas tecnologias, adorava que não fosse assim, agora nas escolas é mais fácil perguntar a uma criança como se joga o Candy Crush do que perguntar como se joga à macaca. Enfim, tempos modernos que queria tanto evitar para a minha filha mas vai ser difícil...
 
Porquê? Porque a vida deu voltas e agora já não se pode brincar na rua, os vizinhos entram e saem e pouco se falam, se disserem bom dia já não é mau, as crianças que vivem no mesmo prédio, não se conhecem se andarem no mesmo colégio, até pode ser que brinquem um bocadinho no pátio, mas no fim dizem adeus como se duas desconhecidas se tratasse e voltam-se a ver no colégio ou quem sabe passado um mês ou dois no pátio novamente. Os pais andam sempre a correr, têm que trabalhar, chegam a casa cansados e querem é que os miúdos vão dormir para terem descanso, por vezes isto é mal interpretado por alguns, mas eu não digo mal, tento compreender, apesar de ser da opinião que nós pais temos que fazer um esforço para dar qualidade de vida aos nossos filhos... e mais uma vez a vida deu voltas... a qualidade de vida de hoje em dia não é igual à qualidade de vida dos nossos pais.
 
A qualidade de vida de antigamente é aquela em que eu cresci, a qualidade de vida de hoje em dia é andar em bons colégios, ter os aparelhos electrónicos mais sofisticados de sempre porque todos os amigos têm, ir a restaurantes, comprar roupas de marca caríssimas e fazer festas de aniversário soberbas.
 
E é aqui que erramos todos, e por isso a geração mais antiga diz que o Mundo está perdido com os jovens de hoje em dia.
 
Não sei se o Mundo vai voltar a dar voltas... eu gostava!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O amor e a crise...ou melhor o Amor em tempo de Crise!

O propósito do blog não é estar ausente tanto tempo mas ando ainda na construção do seu design e não tem sido muito fácil, ainda não está como desejo, mas já está um pouco melhor, peço desculpa pela ausência.

Hoje apesar do dia cinzento, da chuva e do frio quero contar-vos um segredo de Primavera.
A primavera é a estação das flores, da alegria, da saúde e claro, do amor!

Eu adoro falar deste último, até porque considero-me uma mulher apaixonada, pela vida, pela família e pelo homem dos meus sonhos. Existe? Será que estamos a ler bem. Penso que existe, sempre acreditei nos príncipes encantados e vocês? 

Eu encontrei o meu faz este Agosto 14 anos, sim é verdade 14 anos, de muitos momentos uns bons e outros menos bons... De muitas aventuras, muitos risos e muitas lágrimas. 

Os momentos bons toda gente fala, todos fotografam e publicam, agora no facebook o que mais se vê é isto, verdade?  

São fotografias das férias, das viagens, da rosa, dos jantares, e ainda bem que assim é, mas nem só destes momentos vive um relacionamento, é dos momentos invisíveis que quero falar hoje, como dizia a uma amiga, do amor em tempo de crise.

O amor nasce connosco, quem já foi mãe percebe o que estou a dizer, a seguir ao amor vem a paixão e depois da paixão volta-se ao amor... Mas sem paixão o amor não faz sentido, e sem amor a paixão não existe.

Quando existe os tais momentos menos bons, consegue-se perfeitamente perceber se o amor existe e se a paixão está lá.

Agora em tempo de crise, em tempo de grandes mudanças, em que um membro ou dois ficam desempregados, onde é preciso gerir tudo muito bem, é que se verifica tudo e está errado, o amor não se verifica, sente-se, conversa-se, o amor une-se cada vez mais nestas alturas e aguenta-se, porque o amor é assim mesmo. 

E, tudo isto só é possível quando primeiro nos amamos a nós próprios! 

Estou acabar de ler um livro que tem uma frase que me recordo várias vezes e sempre que posso vou dizendo aos meus amigos, diz mais ou menos isto:  nenhum casal tem o primeiro filho, porque todos os casais quando têm o tal primeiro filho estão na realidade a ter o segundo, porque o primeiro filho é o CASAMENTO ! " 

Não podia concordar mais.